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Você.

Você foi aquele que não era pra dar certo. Foi aquele que quando eu te encontrava meu estomago contraia e as mãos suavam, pois só te dar um sorriso já era perigoso. Eu tentei ficar longe, só Deus sabe como eu tentei. Eu te via, você sorria e eu me escondia. Eu virava pro lado, respirava fundo e continuava a conversar com ela. Você não me entendia, nem eu mesmo me entendia. Eu queria você, você me queria, a gente daria certo só que eu nunca nos permiti. Eu sei disso, a culpa é minha e eu aceito ela, eu abraço a culpa porque não posso te abraçar. Não posso abraçar você porque você abraçou minha melhor amiga. Emocionalmente, fisicamente, carnalmente. E só de pensar em me envolver com você eu sentia um arrepio, pois sabia que você não ia ser mais um, pois sabia que você ia quebrar meu coração eventualmente, como você quebrara o dela. O tempo passou e você não passou pela minha cabeça, não até aquele dia pelo menos.

Te encontrei no show da minha banda favorita com minhas pessoas favoritas, você passou e disse oi e eu sorri. Você me abraçou, eu te dei um beijo na bochecha. Você me convidou pra assistir o show junto a você e eu me perguntei “porque não?”. Andamos juntos até o meio da multidão, conversávamos como se não nos víssemos a anos, demos risadas e quando tocou minha musica favorita você passou a mão na minha cintura e cantou comigo. Na ultima música nossos olhos se encontraram e eu podia jurar que nosso coração batia na mesma batida. Eu te pedi um cigarro e você me perguntou por que eu fumava, eu respondi que eu achava a fumaça linda, você disse que eu era linda. Ficamos em silencio e você se aproximou. Eu dei um passo para trás. Você continuou se aproximando e eu me distanciando, fazendo aquela velha dança que já estávamos acostumados. Só que dessa vez você não me deixou ir embora, você passou o braço na minha cintura e me beijou. E então o ultimo acorde a música soou, me senti a cinderela e aquele ultimo acorde era minha ultima badalada da meia noite. Te empurrei e sai andando. Você gritou meu nome e eu chorei.

Você foi aquele que não era pra dar certo. Foi aquele que mesmo depois de todas as minhas rejeições continuou me procurando porque sabia que o que a gente tinha era maior do que qualquer coisa. Foi aquele que tirou meu sono e minha paz, virou meu mundo de cabeça pra baixo sem eu ter tempo de reagir. Você foi o meu primeiro e único amor, pena que foi o dela também. 

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likeafieldmouse:

Candy Chang - Sidewalk Psychiatry (2008)

Inspired by pensive pedestrians and the therapeutic benefits of walking, Sidewalk Psychiatry encourages self-evaluation by posing critical questions stenciled along NYC streets.

(Source: likeafieldmouse, via zondagskind)

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(Source: gypsylyps, via vodkaandvogue)

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thought you changed.

thought you changed.

(via vodkaandvogue)

Quote
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Você é minha fase ruim.

Não. Você não me conheceu numa fase ruim.

Você é a fase ruim.

Você é o tipo de pessoa que faz as coisas desandarem, que provoca a fúria das coisas. Você é o tipo de pessoa que descoisifica qualquer coisa. Alguém assim não pode ser coisa boa.

Você é minha fase ruim.

Eu não vou fugir de você simplesmente porque você cismou em também não querer fugir de mim. Quando você fugir de mim, eu fujo de você. Não é assim que as coisas são?

As coisas.

A respiração compassada soltando jatos de feromônios safados, provocando um transe erotomaníaco, loucuras que rodeiam nossas cabeças entre os intervalos dos gozos arrancados com facilidade tântrica, os gemidos mortos no travesseiro, os olhares embaçados, o desfoque do amor colado, aquele campo de consciência reduzido ao espaço não–existente entre os_rostos_grudados_na_cola_feromônica dos tesões perdidos entre os lençóis.

A vida sai de foco e então você percebe que foto bonita mesmo é aquela borriscada, porque tudo nessa vida é riscado, ou desfocado, ou manchado, ou cheio de ruído. Não existe informação pura. Não existem mensagens perfeitas, sem ruídos e interferências.

O amor não é mensagem. É ruído puro.

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Cato Alberico Ribeiro (via e-s-c-a-n-i-n-h-o)

(Source: blues-dapiedade, via blues-dapiedade)

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"Tenho vontade de te chamar de idiota. Porque é isso que você é. Tá me perdendo e não percebeu ainda. Tá esperando legenda? Eu choro, respiro, tenho medo, mas isso não faz a mínima diferença pra você. Mas eu insisto em nós e vim aqui te pedir cuidado. Não me deixa ir embora, isso é quase uma súplica. Cuida do pouco que restou de nós pra ver se ainda vai restar alguma coisa pra contar pros nossos filhos - se eles existirem, claro - Mas não deixe eu sair por aquela porta. Mesmo que seja de mãos vazias. Eu não voltaria pra buscar nada. Porque na verdade, não ficaria nada para trás. Nem roupas, nem jóias. Nem amor. Nem lembranças. E isso vai doer que eu sei. É, eu só lamento, sabe. Lamento ter visto muita coisa numa pessoa que não viu nada em mim."

Tati Bernardi.    (via romantizar)

(via romantizar)

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lookbookdotnu:

Expendable Youth (by Jennifer Grace)
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AWN

(Source: umsupostoanjo, via reacreditar)